Depois de um período de hiatus pessoal por conta de compromissos e tarefas acumuladas, eis que estou de volta com meus textos. E nada melhor do que voltar falando de uma das séries mais controversas dos últimos tempos; Flash Forward, a série que chegou como promessa e hoje corre sério risco de não ser nem renovada para uma segunda temporada.
O estranho desse retorno de Flash Forward; e entendam estranho como algo fora do comum; é que tanto o episódio duplo que marcou a menor audiência da série desde que estreou, quanto o dessa semana foram muito bons, mais claros, sóbrios, com um roteiro menos confuso; é impressão minha ou estão conseguindo salvar o seriado que caminhava a passos largos para seu cancelamento?
Tudo bem que é muito cedo para afirmar isso, mas os produtores parecem estar achando a fórmula certa para criar empatia das personagens com o público, e isso é um dos segredos para o sucesso de qualquer seriado. Outra coisa que demonstra estar sendo arrumada devagar são os mistérios de Flash Forward, todas as dúvidas sobre o apagão mundial, as visões, as pistas encontradas por Mark; pelo visto os roteiristas pararam de inventar novas indagações e decidiram explicar tudo que já foi inventado no começo da série.
Comentando sobre os dois primeiros episódios de retorno, em Revelation Zero que teve a duração de pouco mais de uma hora começamos a perceber a tentativa dos roteiristas em explicar melhor as coisas sem jogar mais dúvidas insanas em nossas mentes. Além disso, pudemos conhecer um pouco mais de Lloyd e Simon, os supostos culpados pelo apagão. Agora o grande episódio de Flash Forward, um daqueles que não se via há um bom tempo, sem dúvidas foi Blowback.
Um dos maiores méritos e diferenciais de Lost é a capacidade que os roteiristas tem de mesclar flashes (sejam passados, futuros ou de outras realidades) junto ao presente da série, e foi exatamente isso que foi feito em Blowback. Com isso pudemos conhecer melhor Aaron Stark e todo o seu drama do passado, ao mesmo tempo em que seu presente dava reviravoltas que cada vez mais o levavam ao seu flash forward. Em meio a isso Mark Benford avança em suas investigações sobre o apagão com a ajuda de Lloyd Simcoe e Zoey corre contra o relógio para evitar a morte de seu noivo Demitri Noh.
Enfim, Flash Forward parece ter voltado de seu longo hiatus da forma que deveria ter estreado; episódios mais sóbrios, mais interessantes, explorando bem as personagens e seus dramas de vida. Repito que ainda é cedo para tirar a série do caminho do cancelamento, mas se é que existe salvação, os produtores e roteiristas encontraram como alcançá-la, basta manter, a ideia Flash Forward é boa, mas já passou da hora de saberem executá-la.



















































