Flash Forward: Revelation Zero (T01E11/12) / Blowback (T01E13)
Postado em 28 de março de 2010 por Renato Cordoni

Depois de um período de hiatus pessoal por conta de compromissos e tarefas acumuladas, eis que estou de volta com meus textos. E nada melhor do que voltar falando de uma das séries mais controversas dos últimos tempos; Flash Forward, a série que chegou como promessa e hoje corre sério risco de não ser nem renovada para uma segunda temporada.

O estranho desse retorno de Flash Forward; e entendam estranho como algo fora do comum; é que tanto o episódio duplo que marcou a menor audiência da série desde que estreou, quanto o dessa semana foram muito bons, mais claros, sóbrios, com um roteiro menos confuso; é impressão minha ou estão conseguindo salvar o seriado que caminhava a passos largos para seu cancelamento?

Tudo bem que é muito cedo para afirmar isso, mas os produtores parecem estar achando a fórmula certa para criar empatia das personagens com o público, e isso é um dos segredos para o sucesso de qualquer seriado. Outra coisa que demonstra estar sendo arrumada devagar são os mistérios de Flash Forward, todas as dúvidas sobre o apagão mundial, as visões, as pistas encontradas por Mark; pelo visto os roteiristas pararam de inventar novas indagações e decidiram explicar tudo que já foi inventado no começo da série.

Comentando sobre os dois primeiros episódios de retorno, em Revelation Zero que teve a duração de pouco mais de uma hora começamos a perceber a tentativa dos roteiristas em explicar melhor as coisas sem jogar mais dúvidas insanas em nossas mentes. Além disso, pudemos conhecer um pouco mais de Lloyd e Simon, os supostos culpados pelo apagão. Agora o grande episódio de Flash Forward, um daqueles que não se via há um bom tempo, sem dúvidas foi Blowback.

Um dos maiores méritos e diferenciais de Lost é a capacidade que os roteiristas tem de mesclar flashes (sejam passados, futuros ou de outras realidades) junto ao presente da série, e foi exatamente isso que foi feito em Blowback. Com isso pudemos conhecer melhor Aaron Stark e todo o seu drama do passado, ao mesmo tempo em que seu presente dava reviravoltas que cada vez mais o levavam ao seu flash forward. Em meio a isso Mark Benford avança em suas investigações sobre o apagão com a ajuda de Lloyd Simcoe e Zoey corre contra o relógio para evitar a morte de seu noivo Demitri Noh.

Enfim, Flash Forward parece ter voltado de seu longo hiatus da forma que deveria ter estreado; episódios mais sóbrios, mais interessantes, explorando bem as personagens e seus dramas de vida. Repito que ainda é cedo para tirar a série do caminho do cancelamento, mas se é que existe salvação, os produtores e roteiristas encontraram como alcançá-la, basta manter, a ideia Flash Forward é boa, mas já passou da hora de saberem executá-la.

Flash Forward, cena do episódio 13; Blowback



Resenha: TBBT 309 - “The Vengeance Formulation”
Postado em 2 de dezembro de 2009 por Dimitri Robles


Os Musicais de Glee
Postado em 24 de novembro de 2009 por Dimitri Robles

Eu tinha dito nesse post que Glee era muito boa e que iria fazer sucesso. Não errei. A série sobre os losers está bem melhor do que no começo e ficando cada vez melhor. As tramas estão se estrelaçando e criando um suspense muito bom para o próximo episódio.

Mas então. Eu não vim aqui pra falar que “Glee” é boa, porque isso eu já falei. O que eu ainda não falei é que eu adoro musicais e, por causa disso, uma das coisas que mais me encantam na série são as cenas dos ensaios e das apresentações do Glee Club. Infelizmente, ficarei devendo a vocês as imagens, mas abaixo, vocês podem ouvir (ou reouvir) as músicas que, na minha modesta opinião, são as melhores já feitas durante a curta vida de “Glee”. Vale a pena!

Perceberam que todas as músicas são ou já foram sucesso? Talvez esse seja o segredo de “Glee”… Será?

Ah, uma última coisa: no post que eu fiz há um tempinho atrás (para ler, clique lá em cima ou aqui) eu disse que se os episódios de “Glee” tivessem de 20 a 30 minutos, como uma sitcom, seria mais interessante e menos cansativo. Pelo que eu ando lendo, vejo que mais gente pensa assim. Será que ninguém ligado diretamente à produção do seriado ou à FOX também não tem essa mesma opinião? Se cortassem os momentos introspectivos do modo correto (sem cortar o pouco drama que existe), a série manteria sua qualidade e teria mais audiência. Certeza!



A Onda dos Vampiros
Postado em 2 de outubro de 2009 por Dimitri Robles

Vampiros sempre foram fórmula certa para o sucesso. Seja num livro, num filme, num seriado ou qualquer outra coisa. Se lá estiver um vampiro, seja ele bonito ou não, pode ter certeza que vai dar certo! Nos cinemas tivemos Nosferatu, Drácula, Blade, Anjos da Noite, A Rainha dos Condenados, a saga Crepúsculo e muitos, muitos outros. A maioria deles baseados em obras literárias de autores que ficaram inesperadamente famosos por conta de suas obras.

Na televisão, já tivemos os dentuços nos mais diversos formatos! Por exemplo, nas séries, tivemos a inesquecível Buffy  e sua spin-off, Angel; mais recentemente, Moonlight (que era bem legal, apesar e ter tido apenas uma temporada), True Blood e The Vampire Diaries. Também já vimos muitos vampiros brasileiros! Lembram-se das novelas “Vamp” e “O Beijo do Vampiro”? Então!

vampiro

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[Repercutindo o Episódio] Fringe - S02E01
Postado em 20 de setembro de 2009 por Dimitri Robles

thefringes02e01

Se ao assistir a primeira temporada de The Fringe, obra do genial J.J Abrams, ninguém menos que o criador de Lost, você achou tudo muito confuso, complexo e gigante demais, se prepare. A nova temporada que estreou semana passada nos EUA promete pegar tudo isso e aumentar exponencialmente nossa percepção da realidade. Se você ainda não assistiu, pare de ler agora e dê um jeito de assistir a primeira temporada. Pronto?! Agora sim podemos continuar…

O paralelo traçado entre a nova série e o clássico Arquivo X vira até piada entre os personagens, quando um deles cita aliens. E é nessa diferença que Fringe promete se focar. A segunda temporada começa exatamente onde a anterior nos deixou. Olivia ainda está na outra dimensão (mesmo que isso não seja mostrado) e Peter ainda tenta melhorar seu relacionamento com Walter, que pra compensar os erros do passado, até o aniversário do filho ele quer fazer.

Como a normalidade não poderia durar muito tempo, os já conhecidos bizarros acontecimentos voltam a rolar. Ok, metamorfos ou pessoas que assumem a aparência de outras não é a mais genial das incríveis ameaças que a divisão Fringe enfrentou até agora, mas cumpre seu papel e dá um novo rumo ao Charlie, depois daquele diz-que-me-diz sobre a saída ou não do ator na série. Ele permanece, mas não talvez do jeito que você ou eu esperávamos.

Por falar em divisão Fringe, o governo começa a pressionar Broyles para resultados “palpáveis” da mesma ou eles seriam obrigados a encerrar suas atividades. Tal pressão faz Peter perceber o óbvio que (pelo menos eu) já havíamos percebido. Todo o trabalho que os protagonistas tem são mais nada do que uma limpeza pós-catástrofe. Eles sempre chegavam depois dos acontecidos e nunca antes pra evitar os mesmos. Pessoas morriam, eles investigavam, descobriam quem e porquê pra evitar mais assassinatos futuros, mas se acostumaram com a constante de chegar sempre DEPOIS da tecnologia usada, e nunca antes pra evitar seu uso. Peter percebe isso e com uma jogada política (chantagem?!) decide virar o jogo e mudar tudo que vimos até agora.

O destaque do episódio fica para o fortalecimento da dependência de Walter por Peter. Cada vez mais, o gênio cientista se mostra uma criança que apesar de todo seu QI, não conseguiria viver sozinho e muito menos desvendar os mistérios que Fringe os obriga a enfrentar a cada novo dia.

Para o começo acachapante que a primeira temporada teve, esse episódio de season start foi apenas OK. Os personagens continuam intactos, mais aparatos bizarros devem pintar (mais metamorfose não! Supernatural já esgotou essa opção) e a trama, agora oficializando a existência de mais dimensões deve ficar ainda mais complexa e intrincada, e o distanciamento da comparação com ArquivoX ou similares deve ser ainda mais latente com idéias não-óbvias vindas da mente de Abrams.



Não subestime o potencial de “Glee”
Postado em 19 de setembro de 2009 por Dimitri Robles

Como é bom se surpreender como uma série, não? Há poucos dias atrás, eu assisti o piloto de “Glee” (aquele que foi ao ar no primeiro semestre) e achei a série muito lerdinha, muito morna. Até disse no Twitter que se “Glee” fosse um filme, seria frequentador assíduo da Sessão da Tarde.

O seriado de Ryan Murphy (Nip/Tuck) que tem como protagonistas os loosers (perdedores, os menos populares) da escola conta a história do professor Will Schuester, que resolve comandar o coral da escola em que trabalha (e estudou quando jovem), chamado Glee. A parte difícil do trabalho é que apenas alguns alunos (mais exatamente, seis) demonstram interesse em participar do projeto. Eles são os não-enturmados da escola.

glee

A fall season vai está aos poucos começando e, entre as séries novas, está “Glee”. Assim que o episódio 102 saiu, eu assisti. “Glee” amadureceu. Saiu daquele mundinho do “não vamos conseguir”, com o elenco inteiro com cara de derrotado. Nesse segundo episódio, já conseguimos enxergar uma profundidade maior nas tramas da série, além do coral da escola. Com a série mais encorpada, vemos que quem realmente manda no colégio é a professora de educação física, a durona Sue (Jane Lync), e não o diretor. Tem também a professora Emma (Jayma Mays), com mania de limpeza, que se mostra cada vez mais apaixonada pelo professor-faz-tudo Will (Matthew Morrison). Aliás, falando em Matthew Morrison, vale frisar: não vejo outro ator pra combinar tão bem com o personagem do Prof.º Will do que ele. Pelo que eu apurei, Morrison já trabalhou no musical Hairspray, na Broadway. Podia ser mais apropriado? Atuação BRILHANTE! Trabalho fantástico!

O amor também tem espaço em “Glee”! Rachel (Lea Michele, que começou sua carreira de atriz na Broadway), que desde o começo demonstrou uma quedinha pelo Finn Hudson, parece que começou a ser correspondida. Mas chega, não conto mais nada! :P

“Glee” tem boa trilha sonora (o que é obrigação pra qualquer atração musical), tem romance, drama, e o principal: faz rir. Às vezes, até gargalhar. Não chego a dizer que a série é perfeita: em alguns momentos dá a impressão que o episódio não vai acabar nunca, porém, isso logo passa. Eu acho que “Glee” se daria melhor com episódios de 25~30 minutos, ao invés de ter 45 minutos. Mesmo assim, “Glee” se esforça para prender a atenção dos espectadores e aos poucos vai conseguindo. Já virei fã!

Agora, vou assistir ao 103. Aproveitem e leiam a matéria que saiu no Folhateen da semana passada, sobre “Glee”, que teve sua pré-estreia aqui no Brasil no último dia 13.