Quando uma nova série aparece, você pode apostar que se a mesma for decentemente boa, será agradavelmente pego de surpresa. Seja por uma trama inédita, seja por um enredo impecável ou por personagens que te fazem acreditar e torcer por eles. Pra mim, isso aconteceu quando sem querer conheci Prison Break e depois com Spartacus, uma sensação inexplicável para quem é fã de séries, e aposto que vai me entender somente aqueles que aguardam uma legenda madrugada a dentro só pra saber a cada semana um pouco mais do universo exclusivo de cada série que nos conquista.
Porém, quando você é apresentado a uma novidade, o fator desconhecido ajuda bastante, afinal, você não tem expectativas e nem parâmetros anteriores para comparar a nova série. Tudo é novo e tudo é maravilhoso. Mas e quando chegamos na segunda temporada, como fazer pra deixar de lado todo o impacto causado em nós todos pela primeira e diferente temporada inicial?!
Aconteceu com Lost, aconteceu com Prison Break e provavelmente acontecerá com Spartacus pra mim. A primeira temporada é sempre feita para fisgar os telespectadores de jeito e garantir os bons números de audiência, então num primeiro momento existe a novidade, recursos mais altos e expectativas mais baixas. Quando adentramos uma nova temporada (não necessariamente apenas a segunda, mas todas que vem depois) criamos um molde do que é perfeito e impactante de tudo que vimos anteriormente, e isso, pode tornar o fato de nos surpreendermos ainda mais dificil e complicado pra qualquer contador de histórias, como são as séries de TV.
É óbvio que nem todas séries caem nesse paradoxo, mas são raros os shows que mantém seus níveis de audiência sequer perto do mesmo volume da estréia, e para ilustrar isso, vamos usar o hype do momento: Lost. A primeira temporada teve início e o mundo inteiro só falava disso, virou febre. Logo em seguida, mesmo com uma narrativa igualmente forte e diferente (a introdução dos personagens da cauda do avião) o falatório geral era que a nova temporada era horrível e nem chegava na metade do que a primeira foi. Depois disso, veio a terceira, que diziam ser ainda pior que a segunda. Ignorando mudanças do roteiro ou direção dada a série com a confirmação de sua data de finalização, se seguirmos essa progressão de que todos que assistem sempre consideram a temporada atual pior que a anterior, em sua 6ª temporada, Lost já não deveria nem ter fãs ou espectadores?! Pela lógica, sim, mas na prática, shows com mais de 8 ou 9 temporadas como Arquivo X, Smallville , Friends e outros, provam que a realidade é completamente diferente. Ou pelo menos as críticas negativas não acompanham os índices de audiência, que quando não crescem tanto quanto as reclamações, tem força pra se manter estáveis e garantir a continuação da exibição sem um cancelamento prematuro.
É comum sempre comparar e procurar defeitos que na nova temporada existam e na anterior não, mas ao fazermos isso, esquecemos que a temporada anterior, mesmo sem os erros atuais, possuia seus erros e falhas próprias e nem por isso, deixamos de acreditar ou passamos a gostar menos dela por motivos A ou B. Talvez não nos fisgue do mesmo jeito que foi no começo, mas ainda assim, quase todas temporadas tem seus méritos. Ou será que não?!
E você?! Qual série te surpreendeu em uma nova temporada e qual deixou a desejar e talvez até tenha te feito deixar de assistir?! Aproveitando a pergunta, você acredita que níveis de audiência são mais importantes do que críticas (especializadas ou não) para definirem se uma série boa ou não e merece ser continuada ou cancelada?! Deixe sua participação nos comentários abaixo e boa discussão!























































