Desde que a sexta temporada foi anunciada como a última de Lost, fãs ao redor do mundo começaram a se preparar para o encerramento de uma das melhores séries de televisão de todos os tempos. Cinco anos de dúvidas, mistérios e questionamentos seriam respondidos em dezessete episódios.
Porém, quando achávamos que Lost não poderia mais surpreender, os flashsideways aparecem, colocando ainda mais dúvidas na cabeça de todos aqueles que esperavam encontrar respostas na sexta temporada. Afinal de contas, aquela realidade paralela representava o que exatamente? Enquanto isso na ilha mistérios eram revelados e tudo se encaminhava para o ‘confronto final’ entre o bem e o mal.
Episódios foram passando, muita coisa foi respondida, outras ficaram em aberto e finalmente chegou o tão aguardado dia, 23 de maio de 2010, a data que todos os fãs esperavam e até mesmo ‘temiam’, já que Lost chegaria ao seu final.
O último toque para a perfeição
Quem acompanhou a saga de Jack, Kate, Sawyer, Hurley, Desmond, Locke, Ben e dos demais ‘losties’ desde o ínicio dentro da ilha; suas descobertas, sofrimentos, conflitos, a evolução como seres humanos; com certeza criou um elo sentimental com cada um deles, seja de ódio, admiração, ou qualquer outro tipo de emoção. E essa foi uma das formas que Damon Lindelof encontrou para pegar todos os fãs de Lost desprevenidos, o carisma de cada personagem, a empatia que cada um deles geravam com o público, isso fez com que The End fosse um episódio marcado por uma enorme carga emocional.
Muita gente não gostou do final de Lost, alguns por não terem entendido, outros pelo fato de não acharem todas as respostas que queriam. Mas sem dúvida alguma se pode dizer que foi épico, e que valeu a pena esperar quase seis anos para um episódio de tamanha magnitude e grandeza, que fechou com chave de ouro uma das histórias mais intrigantes e viciantes entre todos os seriados já vistos e produzidos. The End não apenas alcançou como superou todas as expectativas de forma ousada e brilhante.
Flashsideways
É fato que nem tudo ficou claro após o final, mas a proposta de Lost nunca foi dar respostas, e sim gerar polêmica, dúvidas, discussões, e mais uma vez Lindelof acertou em cheio no episódio derradeiro. Na verdade a maior explicação foi dada, os intrigantes flashsideways nada mais eram do que uma realidade atemporal onde os ‘losties’ estavam mortos e precisavam se reencontrar para que pudessem seguir em frente, ou seja, para o paraíso.

Os reencontros entre as personagens foram um show à parte, trazendo várias recordações, cada um mais emocionante que o outro, dignos de muitas lágrimas. Já o fato de todos terem que se lembrar para poderem seguir em frente parece ter sido uma metáfora para a entrada no paraíso, já que na cena final dos flashsideways, o pai de Jack abre a porta para uma luz brilhante que desperta sorrisos em todos os que estavam reunidos, deixando a entender como uma passagem para o paraíso.

Herói do início ao fim
Se a realidade paralela nada mais era que uma espécie de passagem para o paraíso, tudo que aconteceu na ilha, a queda do Oceanic 815, as mortes, viagens no tempo, a fuga, o retorno, tudo foi real. E dentro de toda essa saga acompanhamos Jack Sheppard, o candidato a herói, desde o episódio piloto até seu último suspiro.
Porém, Jack teve seus altos e baixos e muitas vezes era difícil suportar todo o jeito certinho do médico que aos poucos foi aprendendo com seus erros (que não foram poucos) e se tornando uma pessoa melhor. Sua transformação na quinta e sexta temporada de cético para um homem de fé assim como John Locke deu um ar diferente para a personagem e acabou fazendo a antipatia por ele virar empatia, principalmente nos últimos episódios.
Jack não apenas salvou a ilha, salvou o mundo já que supostamente se a luz apagasse de vez tudo terminaria em escuridão, como se aquilo fosse a fonte de vida de todo o planeta. Em pouco tempo como ‘novo Jacob’, Sheppard conseguiu matar a fumaça negra na forma de Locke (Com uma ajudinha de Kate), salvar todos reascendendo a luz que havia sido apagada por Desmond (parte do plano para matar o mib, já que a luz dava imortalidade a ele) e nomear a pessoa mais adequada para ser o novo guardião da ilha, Hurley.

Então se alguém odiava Jack Sheppard, pelo menos no último episódio de Lost teve que no mínimo dar o braço a torcer, ele realmente foi um herói.
A última fuga
Pra quem achou que Lapidus e Richard haviam morrido de forma rápida e repentina (eu por exemplo) a surpresa de seus ‘retornos’ foi bem agradável e não apenas isso como fator importante para que finalmente eles conseguissem escapar da ilha de uma vez por todas junto com Kate, Sawyer, Claire e Miles no avião da Ajiha.
Pra quem achava que era impossível fugir da ilha, Lapidus e suas incríveis habilidades de piloto provaram que isso não passava de uma mentira.
The End
E assim como começou, com Jack caído no mesmo lugar onde havia acordado quando chegou à ilha, o cachorro Vincent ao seu lado, as coisas estavam terminando. Porém, dessa vez o olho de Jack não estava abrindo, mas fechando pela última vez. Um final brilhante e genial.
Lost não foi apenas um seriado de TV, foi um fenômeno mundial, um toque de genialidade, o diferente no meio de tantas cópias, e certamente será lembrado e discutido por muitos anos.
