
Quando Danny encontra Sandy – por Ivi Costa
Grease conta a história de um casal de adolescentes (Sandy – Olivia Newton-John e Danny – John Travolta) em seu último ano na escola. Eles se conhecem nas férias, se apaixonam e fazem juras de amor. Com o fim das férias, se separam e acabam se reencontrando na escola, após a transferência de Sandy.
Danny, por ser popular com sua fama de bad boy, acaba esnobando Sandy e dessa forma magoando-a. Depois disso, o garoto malvado acaba tentando de todas as formas reconquistá-la.
Uma trama recheada com o comportamento jovem, onde podemos ter uma idéia de como nossos pais eram quando um dia tiveram nossa idade.
Informações:
Produzido em 1978 e dirigido por Randal Kleiser, Grease teve um orçamento de US$ 6 milhões de dólares e arrecadou US$ 360 milhões nas bilheterias de todo o planeta.
Houve a tentativa de uma continuação em 1982 com Michelle Pfeiffer no elenco, mas não obteve sucesso.
Grease ocupa a 20ª colocação na lista dos 25 Maiores Musicais Americanos de todos os tempos, lista essa idealizada pelo American Film Institute (AFI) e divulgada em 2006.
Elenco:
John Travolta - “Danny” Zuko / Olivia Newton-John - Sandra “Sandy” Olsen / Stockard Channing - “Betty” Rizzo / Jeff Conaway – Kenickie / Barry Pearl – Doody / Michael Tucci – Sonny / Kelly Ward – Putzie / Didi Conn – Frenchy / Jamie Donnelly – Jan / Dinah Manoff - Marty Maraschino / Eve Arden - Diretora McGee / Edd Byrnes - “Vince” Fontaine / Sid Caesar - Técnico Calhoun / Susan Buckner - “Patty” Sincox / Lorenzo Lamas - “Tom” Chisum / Michael Biehn – Eugene.

A trilha de uma geração – por Lucas Gesser (do blog Sonorize)
Antes de começar a escrever esse artigo, resolvi fazer um pequeno exercício de memória: será que eu conseguiria me lembrar de alguma trilha sonora que conseguiu capturar o espírito dos anos 50 com a naturalidade e o carisma da trilha de Grease? Não consegui.
Para mim, a magia desse grande musical reside exatamente aí.
A maneira como as músicas compostas por Jim Jacobs e Warren Casey, criadores da peça de teatro da qual o filme é adaptado e que assinam boa parte da trilha sonora do filme, transitam entre os principais elementos que o imaginário popular costuma associar ao cotidiano das High Schools norte-americanas dos “tempos da brilhantina” é de uma fluidez extremamente orgânica. Está tudo ali: as canções sobre romances de verão; sobre carrões; sobre ser abandonado em um drive-in altas horas da noite…
E, claro, não podemos deixar de lado as memoráveis performances de John Travolta e, principalmente, de Olivia Newton-John, que executam de forma inesquecível a tarefa de mostrar todas as mudanças que seus personagens sofrem durante a trama, não apenas com suas atuações durante o filme, mas também em suas interpretações musicais.
Quer um exemplo? Bom, então tire a poeira daquela sua velha vitrola e compare a doce e meiga Sandra Dee de Hopelessy devoted to you com a mulher decidia em You are the one that I want.
E pra fechar esse belo pacote, temos Frankie Valli interpretando a faixa tema do filme, composta pelo nosso eterno rei do falsete, Barry Gibb.
Enfim, só há uma frase capaz de definir esse grande clássico dos musicais de forma a fazer total justiça a toda a sua importância, magia e competência: Grease is the Word.
Música Inesquecível: para mim, uma das cenas mais marcantes de Grease sempre foi o momento logo após a corrida vencida por Zuko, a qual marca o ponto de virada de Sandra Dee.
Por isso, voto em Look at me, I’m Sandra Dee como momento mais marcante de Grease.
Menção Honrosa: Talvez pelo fato de não ser interpretada nem por Travolta ou por Olivia Newton-John, uma das musicas mais legais de Grease não costuma ser muito lembrada: a deliciosa balada de bad girl There are worst things I could do, muito bem interpretada por Stockard Channing. Menção honrosa pra ela.

O “tiozão” de High School Musical – por Vanderson Santos
Há um ditado popular entre os cinéfilos que diz: “Em Hollywood, nada se cria, tudo se copia/refilma/recria…”. De fato, idéias são constantemente recicladas na meca do cinema mundial, e o surgimento de algo original é muito raro. Já que é assim, esperto é aquele produtor que escolhe bem suas fontes de inspiração e busca num clássico a referência para sua criação.
Os fãs de Zac Efron e Vanessa Hudgens que me perdoem, mas sem Grease, High School Musical não existiria. Que atire a primeira pedra aquele que não se lembrou imediatamente de John Travolta e Olivia Newton-John quando o telefilme da Disney virou mania mundial na primeira metade desta década. Afinal de contas, o filme de Randal Kleiser é a maior referência cinematográfica quando o assunto é paixão adolescente embalada por muita dança e muita música.
Grease não foi o primeiro e, como bem sabemos, nem o último musical que conta histórias de amores adolescentes para adolescentes, porém é um verdadeiro marco. Um filme atemporal que encanta jovens de todas as idades, tenham eles 16 ou 61.













































