
A busca pelo medo real tem sido uma constante no cinema de terror contemporâneo. Filmes como A Bruxa de Blair, Cloverfield e [REC] são exemplos de produções que fazem uso de uma estética emprestada do cinema documental, visando tornar mais realistas as situações de terror vividas por seus protagonistas. Atividade Paranormal, em cartaz em nossos cinemas há duas semanas, é mais um exemplar deste novo estilo de filme e não decepciona: dá um tremendo medo!
Um dos mais rentáveis filmes desta década, tendo custado míseros 15 mil dólares e lucrado mais de 100 milhões apenas no mercado norte-americano, Atividade Paranormal chegou às nossas telas com status de fenômeno, sendo laureado pela crítica estrangeira como um dos filmes mais assustadores dos últimos anos. Na verdade, não é para tanto: o longa roteirizado e dirigido por Oren Peli agradará a quem busca por bons sustos, mas está longe de tirar o sono dos espectadores à noite como fizeram a Bruxa de Blair em 1999 e [REC] no ano passado.

Na trama, casal decide registrar em câmera suas noites de sono, buscando indícios de fenômenos paranormais na casa onde vivem. Desnecessário dizer que as atividades paranormais de fato ocorrem e, com o passar do tempo, tornam-se mais evidentes para o desespero dos pombinhos e da platéia.
Embora amadores, os atores Katie Featherston e Micah Sloat defendem bem seus papéis, gerando empatia entre público e personagens o que, num filme de terror, é essencial para que os momentos de tensão tornem-se mais intensos. Minhas unhas que o digam…
No geral, o saldo é positivo, o que faz de Atividade Paranormal um dos filmes de terror mais interessantes lançados neste ano e uma das melhores opções em cartaz atualmente.
Nota 7













































