O que Morto, Doritos e Igreja têm a ver com o Super Bowl?

Tarde de domingo, 7 de fevereiro, final do campeonato de futebol americano. Enquanto a maioria dos pastores dos Estados Unidos torcerão o nariz, pensando na baixa que o Super Bowl produz sobre a frequência de suas igrejas, Erwin McManus, líder da igreja Mosaic, de Los Angeles vai estar de olhos bem grudados no grande jogo, principalmente no intervalo comercial. Sua igreja está entre os seis finalistas de um concurso promovido pelo fabricante dos salgadinhos Doritos para a escolha de três comerciais de 30 segundos a serem veiculados nos intervalos da partida.

A Mosaic produziu um anúncio bem criativo, baseado em um conto de Gabe Trevino, Casket (Caixão), em que o autor se refere ao pedido de um parente, que queria ser enterrado com cerveja e cigarro. A adaptação, superdivertida, mostra o velório de um homem que assiste ao Super Bowl dentro de um esquife carregado de Doritos.

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Depois de ser escolhida entre os seis finalistas, a igreja iniciou uma forte campanha para angariar os votos populares que definirão os três vencedores. O comercial mais votado, além de garantir prestígio, renderá um prêmio de 1 milhão de dólares aos produtores. Para Erwin McManus, participar do concurso é uma oportunidade de mostrar a relevância e a contextualização da fé cristã. “Não estamos tentando usar a marca Doritos para propagar uma mensagem, mas queremos que as pessoas saibam que temos senso de humor, e que rir é uma coisa muito boa. É possível ter fé e aproveitar a vida”, afirmou o pastor, que prefere ser chamado “arquiteto cultural”.

O pastor Erwin MacManus é autor de Uma força em movimento, da Garimpo Editorial.